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Messi Não Entregará Troféu na Bola de Ouro, Diz Romano

A expectativa em torno da 70ª cerimônia da Bola de Ouro, marcada para 26 de outubro no London Palladium, ganhou um capítulo inesperado nos últimos dias. Rumores sobre uma suposta participação especial de Lionel Messi na entrega dos prêmios circularam amplamente, mas foram desmentidos por jornalistas que acompanham de perto os bastidores do evento.

Boato surge e é rapidamente contestado

Tudo começou com relatos do jornalista espanhol Juan Jesus, que sugeriram a possibilidade de o astro argentino subir ao palco para entregar um dos principais troféus da noite, possivelmente acompanhado da família, em um momento de forte apelo emocional. A informação ganhou força rapidamente entre torcedores e veículos esportivos, alimentando a ideia de que o jogador mais premiado da história da Bola de Ouro poderia protagonizar a coroação de seu sucessor.

O jornalista italiano Fabrizio Romano, no entanto, tratou de esclarecer a situação. Segundo ele, os organizadores não convidaram Messi para participar da entrega de nenhum prêmio na cerimônia. "Lionel Messi não entregará um troféu a nenhum dos vencedores da Bola de Ouro, já que não foi convidado para isso", escreveu Romano em sua conta no X, encerrando a especulação sobre um papel cerimonial do argentino.

Presença em Londres ainda é incerta

Apesar do desmentido sobre a função protocolar, Romano foi claro ao afirmar que a presença física de Messi no evento também não está confirmada. Isso deixa em aberto se o camisa 10 do Inter Miami viajará à Europa para acompanhar a premiação pessoalmente ou se apenas seguirá como indicado à distância. A dúvida é compreensível: compromissos de calendário na MLS e a logística de deslocamento costumam pesar nesse tipo de decisão para atletas em atividade.

Favorito a um nono prêmio histórico

Independentemente do papel na cerimônia, Messi segue como um dos nomes centrais da noite por figurar entre os 30 indicados ao prêmio de melhor jogador do mundo. Caso vença, o argentino chegaria à sua nona Bola de Ouro, ampliando um recorde que já é isolado e reforçando seu status como o jogador mais condecorado da história da premiação.

A candidatura se sustenta, sobretudo, em sua atuação na campanha da Argentina rumo à final da Copa do Mundo, torneio em que o meia-atacante somou oito gols e quatro assistências em oito partidas, liderando a seleção com a experiência e o faro de gol que marcaram sua carreira. No plano de clubes, o impacto também foi expressivo: na temporada regular da MLS, Messi participou de 34 gols pelo Inter Miami, sendo 23 marcados e 11 assistidos, números que ajudam a explicar a transformação esportiva vivida pelo clube da Flórida desde sua chegada.

Um símbolo mesmo fora do palco principal

A confusão em torno de seu papel na gala de Londres reflete, de certa forma, o magnetismo que Messi ainda exerce sobre o futebol mundial, mesmo na reta final da carreira. Convidado ou não para entregar troféus, ele continua sendo referência obrigatória quando o assunto é a Bola de Ouro - seja disputando o prêmio, seja influenciando a narrativa ao seu redor.