Uma brasileira residente em Montreal passou por um susto na alfândega canadense ao desembarcar de viagem ao Brasil no início de outubro e decidiu compartilhar o episódio para alertar a comunidade brasileira no Canadá. O caso, relatado por ela mesma após o desembarque, chama atenção para uma regra que pega muitos viajantes de surpresa: embutidos industrializados, mesmo lacrados e com selo de inspeção sanitária, não podem entrar em território canadense.
Segundo o relato, ela declarou corretamente todos os itens no totem de autodeclaração antes de passar pela imigração, incluindo dois pacotes de linguiça calabresa e um paio, produtos resfriados antes do embarque e com embalagem original. Foi justamente a menção a "carnes" que motivou seu encaminhamento para revista adicional, prática padrão da agência de fronteiras canadense para produtos de origem animal. Enquanto aguardava o procedimento, muitos passageiros aproveitam o tempo de espera nos terminais para acompanhar notícias ou até jogos ao vivo para apostar em aplicativos de celular, um hábito cada vez mais comum entre brasileiros em trânsito internacional. jogos ao vivo para apostar
Por que carnes industrializadas são barradas
A restrição não tem relação com a qualidade do produto, mas com políticas sanitárias de biossegurança adotadas por diversos países, entre eles o Canadá. Carnes de origem suína e avícola, ainda que processadas, embaladas industrialmente e aprovadas por órgãos de inspeção no país de origem, estão sujeitas a controle rigoroso na fronteira para evitar a entrada de doenças animais que não circulam localmente. Essa é uma prática comum também em outras nações com forte vigilância agropecuária, como Austrália e Estados Unidos.
A importância de declarar tudo
O ponto central do relato, e o motivo pelo qual ele ganhou repercussão entre brasileiros residentes em Montreal, é a diferença entre declarar e não declarar. Segundo o agente de fronteira que atendeu a viajante, caso os produtos fossem encontrados sem declaração prévia, a penalidade poderia ter sido a apreensão dos itens somada a uma multa de CAD$ 1.200. Como ela cumpriu a exigência de informar tudo no totem eletrônico, a consequência se limitou ao descarte dos embutidos, sem qualquer sanção financeira.
Um lembrete útil para quem viaja
O episódio reforça uma orientação recorrente entre associações de brasileiros no exterior: mesmo produtos industrializados, com selo de inspeção e embalagem fechada, podem ser vetados dependendo do país de destino. Queijos, chocolates, café, biscoitos e doce de leite, por exemplo, normalmente não enfrentam as mesmas restrições que carnes e derivados animais. Para quem viaja entre Brasil e Canadá com frequência, a recomendação é sempre consultar as regras atualizadas da agência de fronteiras antes de fazer as malas, evitando prejuízo financeiro e perda de produtos trazidos com carinho de casa.